domingo, 4 de novembro de 2012

RAÍZES#2


Raízes são, entre outras coisas: origem; parte oculta de qualquer coisa; orgão das plantas vasculares de fixação e absorção, normalmente subterrâneo; a parte da palavra primitiva em que reside o significado da ideia original.
[in Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Texto Editores, Cacém, 2007, pp.1321].

A raiz de uma ideia será então, a origem dessa ideia. Mas, também o vínculo que se estabelece com a origem. É desse vínculo que me liga à origem, que nascem estes desenhos ou pinturas, como se lhes queira chamar.
São trabalhos feitos de tempo, de ideias e de matérias.

Raízes#2 são a sequência e a consequência de uma outra série que será mostrada oportunamente.
Nesta mostra mantive o conceito. Alterei os procedimentos, os materiais, os modos, os meios, a escala e o formato. São desenhos/pinturas a aguarela, tinta-da-china e caneta pilot. Durante alguns meses, fui-me confrontando com o suporte a fim de dar forma às raízes do meu universo.
É este o processo que uso: um trabalho continuado, onde os materiais se sujeitam ao depósito lento das minhas ideias, pensamentos e emoções.

“Não há machado que corte a raiz ao pensamento” - dizia o poeta.
Como se o pensamento fosse uma espécie de terra, de solo, de espaço por onde as raízes se ramificam com uma imensa liberdade, alimentadas pelas ideias da vida, do ser, do húmus rico do tempo.
Maria Afonso, Setembro de 2012














 

A exposição pode ver-se na Enquadrar, no Cais dos Mercantéis, nº7 em Aveiro até ao próximo dia 17. O espaço está aberto à semana e ao sábado de manhã.

sábado, 20 de outubro de 2012


 MEMÓRIAS DE UM LEQUE – A inauguração







A exposição pode ver-se no espaço da Contagiarte, Porto, até ao final do mês de Outubro. Esta exposição surge na sequência de um convite que me foi formulado pela Trincamundo para ser a “artista do mês”. Aceitei com o maior prazer.
Na inauguração (19/10/012), estive presente com uma tabuinha e uma goiva a “xilogravurar”. É assim que acontecem momentos de partilha, vivida nas linhas de um desenho inscrito numa matriz.

Elisabete Amaral
20/10/2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012





Memórias de um Leque


E é assim que vou construindo um percurso com imagens de vida, de cor, de preto e branco, de linhas, de manchas, de palavras, …com imagens de mim.





Elisabete Amaral
10/10/2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012




ESPAÇO COM MEMÓRIA E VIDA






Por onde passamos deixamo-nos nas memórias dos passos, dos gestos e da presença ausente.
Sente-se a vida, imaginada num “palco” de encenação: pequeno, mas aberto aos cheiros de gente que passou e passa permanentemente por ali, como que ensaiando rotinas performativas de uma vida sonhada.
É assim que estou instalada ou ausente no armazém da Porta Verde em Aveiro. A xilogravura é o pretexto dos meus ensaios de vida e de memória.
Elisabete Amaral/Maria Afonso
6/9/2012